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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Premiado nas Categorias "Caricatura" e História em Quadrinhos" no 17º Salão de Humor de Mogi Guaçu (SP)



     O 17° salão de Humor de Mogi Guaçu foi realizado no período de 07 de julho a 30 de agosto deste ano, no Hall de Entrada do Centro Cultural Municipal “José Tantinato”. A organização do evento, que conta com a coordenação do cartunista Moisés Macedo, anunciou os cartunistas vencedores das três categorias Cartum, Caricatura e História em Quadrinhos, entre os premiados, o cartunista caratinguense Edra. 
     Edra, que conquistou o 2º Lugar nas categorias Caricatura e História em Quadrinhos, nos revelou uma emoção muito especial, além das duas premiações em um único evento: “É a primeira vez que sou premiado na categoria “Caricatura”. Esta notícia realmente me trouxe uma imensa felicidade, pois agora tenho em meu currículo premiações em todas as categorias: charge, cartum, história em quadrinhos e caricatura, o que não é tão comum, já que a maioria dos artistas às vezes se destaca em uma ou outra categoria”, explica o cartunista que foi premiado com a história em quadrinhos intitulada “Canela Fina” e a caricatura de Jô Soares, humorista e apresentador de TV, que completará dois anos de falecimento no próximo dia 5. 
     Além de concluir com sucesso a realização do 19º Salão Internacional de Humor de Caratinga, Edra continua com atividades que comprovam, cada vez mais, o seu destaque no cenário nacional, com a participação na Exposição de Caricaturas em homenagem à Inezita Barroso, em Curitiba, pelo convite recebido para ser Membro Colaborador do Festival Internacional de Cartoons Escolares de Portugal e pelo cartum selecionado no 51º Salão Internacional de Humor de Piracicaba na categoria temática “Mulher”.




terça-feira, 7 de agosto de 2018

Edra Conquista Terceira Premiação Consecutiva

Cartunista Edra / Foto de Wilson Martins

Artista celebra 23º prêmio, alcançado na mesma 
cidade onde ganhou o seu primeiro prêmio, há 31 anos 

CARATINGA- O cartunista Edra anunciou sua terceira premiação de 2018. Depois de conquistar o primeiro lugar na categoria tiras-quadrinhos, no ‘16º Salão de Humor de Cerquilho’ e o terceiro lugar na categoria charge, pelo ‘13º Salão de Humor de Mogi Guaçu’, o caratinguense foi classificado em primeiro lugar na categoria direitos humanos, no ‘Salão Internacional de Humor da Cidadania / Preconceito Não Tem Graça’, de Brasília. 
 Para Edra, a conquista tem um sabor especial e remete a um episódio muito importante de sua carreira. Foi também em Brasília que ele recebeu sua primeira premiação em 1987, O 2º lugar na categoria charge, no 1º Salão Aspone de Humor. 
 Nesta entrevista ao DIÁRIO DE CARATINGA, ele fala sobre o ano que tem sido produtivo para sua carreira, seus projetos e da realização como artista, sendo considerado um dos mais premiados do Estado e do País. 

 Como você avalia esta conquista recente, com a premiação no Salão Internacional de Humor da Cidadania? 
 Premiação é sempre uma coisa muito prazerosa, mas sendo em Brasília para mim foi uma coisa muito especial, porque foi onde tudo começou. Foi lá que tive minha formação profissional, então foi uma coisa bem impactante nesse sentido, diferenciado. Duas coincidências importantes, min há formação profissional e meu primeiro prêmio serem em Brasília. Agora está sendo o 23° prêmio. Bacana também que é um Salão muito concorrido, as premiações são a maioria direcionadas para cartunistas de Brasília, então de fora foram só dois, um internacional e o nacional. Isso afunilou mais ainda a concorrência do prêmio. É muito legal você ver a premiação toda internacional, vários países e o meu nome lá, acompanhado por Caratinga, é um orgulho muito grande. E esses trabalhos vão sair em catálogos, tudo isso enriquece o currículo da gente. Além do primeiro lugar tive duas menções honrosas. 

 Como foi o processo de concepção da charge vencedora? 
 A participação no Salão de Humor é muito interessante, é igual um cantor que faz uma música, lança um CD, acha que aquela música vai fazer sucesso e acaba outra fazendo. No Salão, às vezes você acha que vai ganhar com uma charge e é a outra. E essa especificamente que eu ganhei, não é que não acreditava, achei que tinha potencial bom, mas ela dá uma margem muito grande de interpretação, igual ‘Parabéns pra você’, simples, mas ninguém conseguiu fazer outro igual. Então ela foi bem dirigida, de fácil assimilação de todo mundo, mas, essa gama de interpretações dela talvez tenha sido o mais instigante na elaboração. É aquela ideia que está ali para todo mundo ver de tão lógica que é, mas realmente dá muita interpretação. 

 O tema do Salão de Humor de Brasília foi ‘Preconceito não tem graça’. Qual a importância de trabalhar temas como esse? 
 Os assuntos dos salões de humor são bastante pertinentes. E o tema também é muito instigante, é a intolerância, declaração dos direitos humanos; o preconceito de raça, cor ou gênero. O mais importante da charge não é só o humor, é reflexão, informação, a indignação, propagar a ferida. O cartum com tema te limita, isso se torna um desafio ainda maior. 

 Além desta terceira premiação, você também foi selecionado para 10º Salão Medplan de Humor... 
 Sim. Também tive a notícia de que fui selecionado em um dos principais salões do Brasil que é o Medplan, lá de Teresina/PI. Talvez dentro do assunto de quem foi premiado pode parecer pouco, mas ter sido selecionado é uma coisa muito forte. Foram 1.111 trabalhos inscritos e só 37 selecionados. De cartum especificamente foram somente 23 e eu tive dois trabalhos selecionados. Não fui premiado, mas fiquei muito feliz. 

 Você tem participado dos salões em diferentes categorias, se redescobrindo como artista. Como tem sido essa produção? 
Já tive esse ano ainda o 3º lugar em Mogi Guaçu e o legal que são três anos seguidos lá, cada um numa categoria diferente, charge, história em quadrinhos e cartum. Ganhei em primeiro lugar em Cerquilho, categoria tira. O que também é interessante, porque o que mais pratico no segmento do desenho de humor é justamente charge e cartum. Quadrinhos produzo pouco e tenho conquistado prêmios nessa categoria também, o que está me deixando acreditar que levo dom para quadrinhos, que é do mesmo segmento, mas é uma outra linguagem, outra forma de criação. Já é a terceira premiação de 2018. 

Ainda há espaço para outras este ano? 
Com certeza (risos). Fiquei parado muito tempo para o Salão e agora nesses dois anos seguidos tenho participado mais e agora a tendência é continuar participando, porque está sendo bem estimulante. Com essas minhas premiações, já estou sendo considerado um dos mais premiados de Minas Gerais e também do Brasil. Mas, tem cartunista que é premiado 60, 80 ou 140 vezes, mas fica por conta de Salão de Humor, participa de tudo; mesmo assim ainda com essa margem de premiação, consegui atingir um nível legal de conquistas. Estou bem empolgado, muitas vezes eu mandava o trabalho de forma despretensiosa, o que já tinha pronto. De uns tempos pra cá já estou fazendo um trabalho mais focado, tentar realmente fazer uma coisa mais trabalhada, pensada especificamente para o salão, pegar um papel em branco e ficar pensando, já acordar de madrugada com a ideia e esboçar. Tenho feito mais dessa forma e graças a Deus tem surtido efeito. 

Paralelamente a estes trabalhos, você também se dedicou bastante no lançamento de livros. Atualmente trabalha em outros projetos voltados para a literatura? 
Produzi bastante livro nos últimos três anos. E para mim esse ano tem sido uma benção, uma dádiva, com o lançamento do livro em homenagem ao Ziraldo pela Editora Melhoramentos e mais recentemente ‘A saga de um  cartunista na terra de Ziraldo’, pela FUNEC Editora. Para este ano estou trabalhando muito o livro em homenagem ao Ziraldo, já tenho outros lançamentos programados, então se for o caso de produzir mais livros, realmente tenho outros projetos em andamento, seria para os próximos anos. Mas, é isso que move a gente, produzir. E ver o resultado positivo. 

Quais são as suas considerações finais? 
 Quero externar a minha alegria dessa conquista, porque é bacana participar e ser contemplado, levando Caratinga junto. Fica muito feliz com essa dobradinha, queremos compartilhar com os amigos e conterrâneos, eles torcem por mim, isso tudo converge a favor.

Fonte: Diário de Caratinga - 01/08/2018


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Premiado no IV Salão de Humor de Juiz de Fora, Depois ter Ficado Afastado por um Tempo dos Salões.

Segundo lugar no IV Salão de Humor de Juiz de Fora

Conte-nos um pouco sobre isso? 

- Aos 18 anos tive um cartum selecionado no Salão de Humor de Piracicaba. Em seguida, quando me profissionalizei fui selecionado em vários salões e passar por este crivo sinaliza que você tem potencial. 
Mais tarde vieram algumas premiações em Brasília, no Rio, no Piauí e inclusive no exterior (Argentina e França). 
Depois, fiquei muitos anos sem participar, envolvido com tantos outros projetos profissionais e de vida. 
Em 2012, ensaiei um retorno e enviei trabalhos para dois salões. Fiquei em 2º lugar em Juiz de Fora e emplaquei dois cartuns num concorridíssimo, em Brasília. Deu pra animar, mas infelizmente, até hoje não voltei a participar de nenhum outro, a não ser como convidado, jurado, ministrando oficinas ou lançando livros.
Acho interessante participar e quero tentar uma outra retomada neste ano.

Entrevista Diário de Caratinga / Parte 10