Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de abril de 2020

A Ideia na Ponta do Lápis, em Tempo de Confinamento Para Enfrentar o Novocoronavírus - Jornal de Piracicaba / 2020


Jornal de Piracicaba (SP) / 18 e 19 de abril de 2020

Na edição de hoje do Jornal de Piracicaba, na coluna "Arraso Acontece", assinada pela Paulina D'Ambrósio. Eu, Entre grandes artistas que continuam mantendo a ideia na ponta do lápis, em tempo de confinamento para enfrentar o novocoronavírus. Os paulistas Ersamo Spadotto, Daniel Policano, Fernandes, Baptistão, Érico San Ruan, Synnove, Fernanda Nepomuceno, Riani, Daniel Marinho, Ciça e o marido, meu conterrâneo de Caratinga, Zélio Alves Pinto.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Edra Conquista Terceira Premiação Consecutiva

Cartunista Edra / Foto de Wilson Martins

Artista celebra 23º prêmio, alcançado na mesma 
cidade onde ganhou o seu primeiro prêmio, há 31 anos 

CARATINGA- O cartunista Edra anunciou sua terceira premiação de 2018. Depois de conquistar o primeiro lugar na categoria tiras-quadrinhos, no ‘16º Salão de Humor de Cerquilho’ e o terceiro lugar na categoria charge, pelo ‘13º Salão de Humor de Mogi Guaçu’, o caratinguense foi classificado em primeiro lugar na categoria direitos humanos, no ‘Salão Internacional de Humor da Cidadania / Preconceito Não Tem Graça’, de Brasília. 
 Para Edra, a conquista tem um sabor especial e remete a um episódio muito importante de sua carreira. Foi também em Brasília que ele recebeu sua primeira premiação em 1987, O 2º lugar na categoria charge, no 1º Salão Aspone de Humor. 
 Nesta entrevista ao DIÁRIO DE CARATINGA, ele fala sobre o ano que tem sido produtivo para sua carreira, seus projetos e da realização como artista, sendo considerado um dos mais premiados do Estado e do País. 

 Como você avalia esta conquista recente, com a premiação no Salão Internacional de Humor da Cidadania? 
 Premiação é sempre uma coisa muito prazerosa, mas sendo em Brasília para mim foi uma coisa muito especial, porque foi onde tudo começou. Foi lá que tive minha formação profissional, então foi uma coisa bem impactante nesse sentido, diferenciado. Duas coincidências importantes, min há formação profissional e meu primeiro prêmio serem em Brasília. Agora está sendo o 23° prêmio. Bacana também que é um Salão muito concorrido, as premiações são a maioria direcionadas para cartunistas de Brasília, então de fora foram só dois, um internacional e o nacional. Isso afunilou mais ainda a concorrência do prêmio. É muito legal você ver a premiação toda internacional, vários países e o meu nome lá, acompanhado por Caratinga, é um orgulho muito grande. E esses trabalhos vão sair em catálogos, tudo isso enriquece o currículo da gente. Além do primeiro lugar tive duas menções honrosas. 

 Como foi o processo de concepção da charge vencedora? 
 A participação no Salão de Humor é muito interessante, é igual um cantor que faz uma música, lança um CD, acha que aquela música vai fazer sucesso e acaba outra fazendo. No Salão, às vezes você acha que vai ganhar com uma charge e é a outra. E essa especificamente que eu ganhei, não é que não acreditava, achei que tinha potencial bom, mas ela dá uma margem muito grande de interpretação, igual ‘Parabéns pra você’, simples, mas ninguém conseguiu fazer outro igual. Então ela foi bem dirigida, de fácil assimilação de todo mundo, mas, essa gama de interpretações dela talvez tenha sido o mais instigante na elaboração. É aquela ideia que está ali para todo mundo ver de tão lógica que é, mas realmente dá muita interpretação. 

 O tema do Salão de Humor de Brasília foi ‘Preconceito não tem graça’. Qual a importância de trabalhar temas como esse? 
 Os assuntos dos salões de humor são bastante pertinentes. E o tema também é muito instigante, é a intolerância, declaração dos direitos humanos; o preconceito de raça, cor ou gênero. O mais importante da charge não é só o humor, é reflexão, informação, a indignação, propagar a ferida. O cartum com tema te limita, isso se torna um desafio ainda maior. 

 Além desta terceira premiação, você também foi selecionado para 10º Salão Medplan de Humor... 
 Sim. Também tive a notícia de que fui selecionado em um dos principais salões do Brasil que é o Medplan, lá de Teresina/PI. Talvez dentro do assunto de quem foi premiado pode parecer pouco, mas ter sido selecionado é uma coisa muito forte. Foram 1.111 trabalhos inscritos e só 37 selecionados. De cartum especificamente foram somente 23 e eu tive dois trabalhos selecionados. Não fui premiado, mas fiquei muito feliz. 

 Você tem participado dos salões em diferentes categorias, se redescobrindo como artista. Como tem sido essa produção? 
Já tive esse ano ainda o 3º lugar em Mogi Guaçu e o legal que são três anos seguidos lá, cada um numa categoria diferente, charge, história em quadrinhos e cartum. Ganhei em primeiro lugar em Cerquilho, categoria tira. O que também é interessante, porque o que mais pratico no segmento do desenho de humor é justamente charge e cartum. Quadrinhos produzo pouco e tenho conquistado prêmios nessa categoria também, o que está me deixando acreditar que levo dom para quadrinhos, que é do mesmo segmento, mas é uma outra linguagem, outra forma de criação. Já é a terceira premiação de 2018. 

Ainda há espaço para outras este ano? 
Com certeza (risos). Fiquei parado muito tempo para o Salão e agora nesses dois anos seguidos tenho participado mais e agora a tendência é continuar participando, porque está sendo bem estimulante. Com essas minhas premiações, já estou sendo considerado um dos mais premiados de Minas Gerais e também do Brasil. Mas, tem cartunista que é premiado 60, 80 ou 140 vezes, mas fica por conta de Salão de Humor, participa de tudo; mesmo assim ainda com essa margem de premiação, consegui atingir um nível legal de conquistas. Estou bem empolgado, muitas vezes eu mandava o trabalho de forma despretensiosa, o que já tinha pronto. De uns tempos pra cá já estou fazendo um trabalho mais focado, tentar realmente fazer uma coisa mais trabalhada, pensada especificamente para o salão, pegar um papel em branco e ficar pensando, já acordar de madrugada com a ideia e esboçar. Tenho feito mais dessa forma e graças a Deus tem surtido efeito. 

Paralelamente a estes trabalhos, você também se dedicou bastante no lançamento de livros. Atualmente trabalha em outros projetos voltados para a literatura? 
Produzi bastante livro nos últimos três anos. E para mim esse ano tem sido uma benção, uma dádiva, com o lançamento do livro em homenagem ao Ziraldo pela Editora Melhoramentos e mais recentemente ‘A saga de um  cartunista na terra de Ziraldo’, pela FUNEC Editora. Para este ano estou trabalhando muito o livro em homenagem ao Ziraldo, já tenho outros lançamentos programados, então se for o caso de produzir mais livros, realmente tenho outros projetos em andamento, seria para os próximos anos. Mas, é isso que move a gente, produzir. E ver o resultado positivo. 

Quais são as suas considerações finais? 
 Quero externar a minha alegria dessa conquista, porque é bacana participar e ser contemplado, levando Caratinga junto. Fica muito feliz com essa dobradinha, queremos compartilhar com os amigos e conterrâneos, eles torcem por mim, isso tudo converge a favor.

Fonte: Diário de Caratinga - 01/08/2018


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Edra Participa de Livro em Homenagem a Sílvio Santos

Silvio Santos nos traços do cartunista Edra. No detalhe a capa do livro.

Em dezembro de 2014, quando o apresentador Silvio Santos completou 84 anos, ele foi tema de uma exposição de caricaturas que percorreu várias estações do Metrô em São Paulo e Rio de Janeiro. 
A mostra foi organizada pelo SBT e a Associação dos Cartunistas do Brasil e contou com a arte de renomados artistas brasileiros. Agora, as imagens foram reunidas e viraram o livro “85 vezes Silvio Santos – As Melhores Caricaturas do Rei dos Domingos”, que foi lançado nesta segunda-feira (15) pela Editora Astral Cultural e pode ser adquirido em todas as principais livrarias do país. Capitaneado pelo cartunista JAL, o livro traz na capa desenho de Maurício de Souza e prefácio de Carlos Alberto de Nóbrega, nesta brincadeira que acaba se transformando em uma aula de humor para quem é fã de Silvio Santos ou ama a arte do desenho. 
Outros nomes consagrados participam desta obra e entre os convidados está um caratinguense, o produtor cultural Edra, chargista dos diários de Caratinga, Manhuaçu e Teófilo Otoni. Premiado internacionalmente e reconhecido nacionalmente pelo seu talento como chargista, Edra não se considera um caricaturista na sua essência. “É uma arte que não domino bem por absoluta falta de prática e que requer muita pesquisa e técnica apurada. Me dediquei mais na área do cartum e da charge. Como autodidata, não me aprofundei muito na caricatura, mas me atrevo e arrisco a fazer alguns desenhos esporadicamente, pois admiro muito esta arte. Pra mim é uma grande honra ter meu nome relacionados em meio a tantos talentos. Fiquei muito feliz com o convite e gostei do resultado com o desenho que participa do livro e que mereceu elogios de mestres renomados deste segmento das artes visuais”. 

O Homenageado - Muito mais que um simples apresentador, Sílvio Santos é um “mestre da comunicação, modelo de empresário bem sucedido, reconhecido como um dos maiores contribuintes do País e modelo de honestidade na administração de suas empresas. Trata-se de uma merecida homenagem a este ícone da TV, que mostra sua importância para a cultura popular e para o mundo da comunicação”. 

O Curador - O jornalista JAL (José Alberto Lovetro), que já visitou a cidade quando fez parte da Comissão Julgadora do 11º Salão Internacional de Humor de Caratinga (realizada por Edra em 2011), iniciou sua carreira na Folha de São Paulo em 1973. Trabalhou nos principais veículos de comunicação do Brasil e foi premiado pelo jornal japonês Asahi Shimbun como um dos melhores cartunistas de 1981. Ele também recebeu o troféu Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos por sua atuação na campanha Diretas Já (1984). Atualmente, administra sua empresa de comunicação, que tem Mauricio de Sousa entre seus clientes, e preside a Associação dos Cartunistas do Brasil. Junto com Gualberto Costa criou o Troféu HQMIX, o “Oscar dos Quadrinhos”, que já está na 28ª edição.

O Convidado - Edra é Chargista do Diário de Caratinga desde 2003. Produtor Cultural, Presidente da Estação Cultural de Caratinga, Diretor da Casa Ziraldo de Cultura e realizador do Salão Internacional de Humor de Caratinga. 

A Editora – Astral Cultural é ligada a editora Alto Astral, responsável por revistas como TodaTeen, Malu, Guia Astral e Sport Life, entre outros periódicos sobre culinária, astrologia, beleza e bem-estar. Revistas e álbuns com personagens licenciados completam o catálogo. Completando 30 anos em 2016, resolveu ampliar seus negócios. 

85 Vezes Silvio Santos tem 176 páginas e o preço sugerido é de R$ 69,90.

Fonte: Diário de Caratinga, edição de 17/02/2016

Capa do livro traz desenho de Maurício de Souza


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Revistas de Charges Sobre Futebol Retratam A Grande Rivalidade Entre as Torcidas de Atlético e Cruzeiro

Cartunista Edra, em entrevista concedida ao Diário de Caratinga

Cartunista Edra lança revistas com charges de futebol, ilustrando a paixão das torcidas mineiras 

CARATINGA - A rivalidade entre Cruzeiro e Atlético vem desde 1921. Sempre que os times se enfrentam, as torcidas têm discussões “acaloradas” e as famosas provocações. Cada um defende o seu time com os seus argumentos. Futebol é a paixão do brasileiro e do mineiro em especial. 
Em Caratinga não é diferente e dia de jogo é certeza de centro movimentado. Os barzinhos viram ponto de encontro da galera. Para deixar esses momentos ainda mais divertidos, o cartunista Edra lança hoje duas revistas de charges de futebol, versando, especificamente, sobre a grande rivalidade entre o Atlético e Cruzeiro. As revistas são intituladas por “Aqui é Galo – Forte e Vingador” e “O Maior de Minas, o Time do Povo”. 
O lançamento será realizado no Bar “Esquina Cultural” (antigo Bar do Arnaldo), na Praça Calógeras, próximo ao Caratinga Tênis Clube (CTC), A partir das 19h30. 
O evento ainda contará com música ao vivo com Danilo Senra. De acordo com Edra, a intenção é promover um momento de confraternização e mostrar que as pessoas podem não torcer por um time rival, mas nem por isso deixarem de serem amigas, trazendo à tona uma rivalidade do bem. “Brincadeiras, dentro daquilo que cada um acha que seu time é melhor, é a tônica da torcida. Uma coisa é a pessoa ter paixão pelo time, isso é salutar e a rivalidade também é importante, é o tempero. Agora não pode deixar que isso leve para o lado pessoal. Inclusive, estou fazendo essa revistinha focando em cima de resultados, estatísticas ou dentro também como cada um vê e interpreta o seu time. Por exemplo, fiz uma coisa com a revista do Atlético, que eu não concordo, ‘Eu sei que vocês tremem’, mas é uma máxima deles. 
A revista é como se fosse de um atleticano, ele tem que sentir a identificação com aquela revistinha”. A ideia inicial era fazer uma coletânea de charges que o cartunista já havia produzido em relação a Cruzeiro e ao Atlético. Mas, Edra, que é cruzeirense, precisou esperar o momento certo para colocar o projeto em prática. “Na verdade não podia fazer isso antes, porque a soberania do Cruzeiro, tempos atrás era absoluta. Então o pessoal ia achar que estava sendo até parcial. Mas, agora não, o Atlético partiu para uma fase muito boa e em seguida pude ter também um arsenal de charges a favor do Atlético”. 
A mudança de planos acabou favorecendo. Surgiram charges inéditas, que são maioria nos livros que serão lançados. “No desenvolvimento do projeto mudei um pouco. Fui mais em cima do bate-boca, no bom sentido, principalmente nos barzinhos, os argumentos que a gente vê do atleticano e do cruzeirense. Fiz charges inéditas, atemporais, uma coisa ou outra está baseada em datas, fica mais abrangente”. As torcidas são convocadas a marcarem presença no evento, com a camisa de seu time do coração, mesmo que não seja Atlético ou Cruzeiro. “A ideia também foi ser uma revistinha de bolso, principalmente para acompanhar o torcedor, reforçar o seu argumento. 
Em minha opinião, está tão simpática, que você pode presentear um amigo que torce pelo time contrário”. As revistas estarão à venda pelo preço simbólico de R$ 5. 
O material foi finalizado, graças ao apoio de dez atleticanos e dez cruzeirenses, amigos do cartunista, que fizeram a compra antecipada. E já que o assunto é rivalidade, Edra deixa mais um desafio: “Qual torcida vai comparecer em maior número?”. 
Para deixar as torcidas no clima, a ornamentação do espaço terá móbiles da raposa e do galo para fotografias, bandeiras e motivos com as cores dos grandes rivais do futebol mineiro.

Fonte: Diário de Caratinga / edição de 8/12/2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

A Saga de Um Cartunista na Terra de Ziraldo



 Edição especial "20 anos do Diário de Caratinga".
Matéria publicada no dia 21 de março de 2015.

Cartunista Edra fala de sua ligação 
com o Diário de Caratinga.

"Minha história com o Diário de Caratinga é um capítulo muito significativo na minha vida e muito importante profissionalmente por vários aspectos. 
Conseguir o respeito e admiração pelo seu trabalho justamente onde também nasceu Ziraldo, um caratinguense dos mais ilustres e um ícone entre todos nós cartunistas, convenhamos, não é uma tarefa das mais fáceis. 
Fazer charge numa cidade do interior, onde os fatos e as pessoas estão estreitamente interligadas, nas ruas, em todas atividades profissionais e sociais convenhamos é bem complicado. 
Mas foi exatamente este um dos fatores primordiais para que eu aceitasse este desafio, com o propósito de ter uma atuação de cidadania mais acentuada na cidade onde nasci e que muito amo. 
E foi justamente num dos momentos mais dramáticos que se abateu em nossa cidade, nas enchentes de 2003 e 2004 foi a minha retomada aqui no Diário, ( antes, em 1997, fiz charges quando ainda era Diário do Aço/Caratinga que originou o livro “Bagunçaram o Meu Coreto) quando completei um ciclo de dez anos totalizando mais de 2000 charges abordando os mais variados temas, desde os mais amenos, passando pela rivalidade dos atleticanos e cruzeiros até aos acontecimentos mais polêmicos. 
Para registrar esta saga fiz uma exposição comemorativa na Casa Ziraldo de Cultura, no Casarão das Artes e lancei simultaneamente cinco livros numa coletânea completa das charges publicadas nestes 10 anos. 
Acredito que o fruto desta parceria de muito valeu para a nossa cidade e que será um marco importante na história da nossa comunicação. 
Dei uma pausa providencial e depois de dois anos estou de volta, com todo vapor, às páginas do Diário de Caratinga justamente quando este conceituado jornal atinge a expressiva marca de 20 anos de circulação, com credibilidade e cada vez mais inserido no contexto geral de nossa cidade e dos costumes de nossa gente. Deixo aqui os meus calorosos parabéns, indistintamente, à toda equipe do Diário de Caratinga, da qual, com orgulho e felicidade posso dizer que faço parte, com os meus simples traços e uma pitada de humor necessária para amenizar um pouco a pegada do nosso cotidiano".

domingo, 21 de dezembro de 2014

Edra, Um Incentivador da Cultura

Auto caricatura

Élcio Danilo Russo Amorim. Esse é o nome de um caratinguense que fez e ainda faz muito pela cultura. 
Edra, como é conhecido, iniciou como desenhista arquitetônico. É cartunista, designer gráfico, produtor cultural e editor. Também é diretor da Casa Ziraldo de Cultura, espaço que tem papel fundamental na descoberta de novos talentos da cidade. 
Nesta entrevista ao Diário de Caratinga, ele conta um pouco do início de sua carreira e de alguns episódios que marcaram a sua vida profissional. 
E claro, ele não deixa de citar o ilustre caratinguense Ziraldo Alves Pinto, a quem chama de ídolo.

Entrevista Diário de Caratinga - Introdução

sábado, 20 de dezembro de 2014

Quando Você Começou a se Interessar por Charges, Quadrinhos? Quem te Influenciou?

Comecei acompanhar o trabalho do Laerte na Revista Placar

- Quando criança gostava muito de desenhar, o que é natural nesta fase. Sempre me destaquei em sala de aula, não só pelos desenhos, mas também pela minha habilidade manual, o que acabava me levando a fazer os trabalhos dos meus colegas também. 
O meu interesse pela ilustração, mais precisamente pelas charges e cartuns, se deu por meio dos livros. Durante a infância, adorava ler a “Revista Recreio” (mais do que revistas em quadrinhos), que além de passatempos interessantes que estimulavam a criatividade, trazia também textos de autores conceituados da literatura infantil e belas ilustrações. 
Tinha o hábito de ler jornais e quando me deparava com as charges, achava engraçado, e ao mesmo tempo, muito interessante pelas mensagens que transmitiam. 
Sempre ligado em futebol não saía das bancas de revistas para comprar o “Jornal dos Sports” e a “Revista Placar” que estampavam, em sua última página, charges e tirinhas do genial Laerte que, ao contrário do que muita gente imagina, foi ele, antes do Ziraldo, que despertou em mim a curiosidade pelo universo das charges, me influenciando diretamente. 
Ali eu me deparei com três paixões que me moviam: o desenho, o futebol e o humor. Despertei para o assunto e comecei a criar e rabiscar os meus primeiros desenhos de humor. 
Por ser muito tímido e inseguro, não mostrava para ninguém e engavetava todos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Quando Esta Habilidade Para o Desenho Começou a se Tornar Sua Profissão de Fato?

No primeiro emprego, como desenhista arquitetônico.

- Comecei a trabalhar aos 15 anos como desenhista arquitetônico. Esse trabalho me deu conhecimento de perspectiva, ângulos e tal. Aos dezoito anos, meu primeiro desenho foi publicado por uma revista "Personal Humor" de Curitiba em troca de uns trocados como colaborador. 
No mesmo ano, tive um desenho selecionado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Isto foi me dando segurança e a sensação que eu levava realmente jeito pra coisa. 
Em 1980, morando em Brasília e ainda trabalhando com desenho arquitetônico, resolvi ir de encontro ao meu grande sonho. Precisei enfrentar minha timidez peculiar e, com minha pasta de desenhos debaixo do braço, fui até o jornal “Correio Braziliense”
Assim que o editor deu as primeiras foleadas começou a rir e a mostrar para os colegas de redação, depois virou pra mim e disse: “quer começar amanhã?”. 
Abri mão de uma profissão segura e rentável na época e fui, literalmente, com todo risco, trilhar um novo caminho.

Entrevista Diário de Caratinga - Parte 4

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Quando e Como Foi o Seu Primeiro Contato com Ziraldo?

Ziraldo: ídolo e parceiro em vários projetos

- Meu primeiro contato com Ziraldo foi em 1977, no aniversário de 70 anos do pai dele, o Sr. Geraldo Alves Pinto (que hoje dá o nome a rua onde moro), comemorado aqui em Caratinga. 
Na ocasião, tremendo da cabeça aos pés, mostrei a ele a pasta com os meus desenhos que estavam engavetados há uns quatro anos. Tempos depois, em 1998, já profissional, pedi a ele um prefácio para o meu livro de cartuns “Se Rir, Eu Choro”. Ele nem sabia mais quem eu era, mas conheceu e gostou do meu trabalho. 
Depois de uns quatro meses de telefonemas, recebi o prefácio com um belo texto, por coincidência, no dia do meu aniversário. Mas nossa aproximação foi demorada. 
Dois anos depois, ele voltou a me atender em outro pedido, criando o cartaz do 3º Salão de Humor de Caratinga e mesmo sendo convidado desde a primeira vez, só marcou presença, finalmente, na 6ª edição, em 2004, quando voltou a assinar o cartaz do evento, e na sequência desenhou também os do sétimo e oitavo salão. O Salão virou referência internacional entre os cartunistas e por onde andava, o Ziraldo ouvia elogios, inclusive na China. 
Em 2006, num encontro que tivemos em Brasília, ele se aproximou de mim, fez a maior festa e bem ao seu jeitão gritou: "este menino é doido! Ele realiza em Caratinga, um Salão Interrrrrrrrnacional de Humor que é uma maravilha!" Daí, veio a pergunta: “quantos cartazes já fiz para o Salão?”. Quatro, respondi. Ele colocou a mão sobre os meus ombros e disse: “pois agora quero desenhar todos daqui pra frente, até eu morrer! Respondi de bate pronto: “vida longa pra você, meu mestre!”. 
Com o passar dos anos, cresceu a nossa amizade, a confiança e fizemos muitas parcerias em edições de revistas, jornais, culminando na edição do livro “Ninguém Segura Caratinga”, amplamente divulgado em suas entrevistas, concedidas nos programas do Jô Soares, Leda Nagle e Amaury Júnior e lançado com sucesso em Brasília, Rio e São Paulo. Assim chegamos até a criação da Casa Ziraldo de Cultura.

Entrevista Diário de Caratinga - Parte 5

Em Brasília, falando sobre a criação de um
salão de humor em Caratinga

Na casa do ídolo, vendo o jogo do Flamengo e o
presenteando com seu livro e uma caricatura.

Uma honra ser amigo do mestre

Parceria no livro "Ninguém Segura Caratinga"

Com cartunistas na inauguração da Casa Ziraldo de Cultura

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Você tem uma história com o Diário de Caratinga. Como foi o começo deste trabalho para o jornal?

Exposição itinerante "10 anos de charges /  Diário de Caratinga".

Durante muito tempo as suas charges 
foram destaques nas capas do impresso.  

- Minha história com o Diário de Caratinga é um capítulo muito significativo em minha vida profissional e tem um valor pessoal muito importante por vários aspectos. 
Fazer charge numa cidade do interior, onde os fatos e as pessoas estão estreitamente interligados, seja nas ruas, atividades profissionais ou sociais, não é nada fácil. 
Porém foi este um dos fatores primordiais para que eu aceitasse este desafio. O propósito era ter uma atuação cidadã mais acentuada na cidade onde nasci e que tanto amo. 
Foi justamente num dos momentos mais dramáticos da nossa cidade (as enchentes de 2003 e 2004) que voltei a desenhar para o Diário. Antes, em 1997, fiz charges quando ainda era Diário do Aço/Caratinga, que originou o livro “Bagunçaram o Meu Coreto”. Quando completei dez anos no jornal, tinha feito mais de 2000 charges que abordavam os mais variados temas, desde os mais amenos, passando pela rivalidade entre os atleticanos e cruzeirenses, até os acontecimentos mais polêmicos. 
O fruto desta parceria foi registrado com a edição de cinco livros de charges que considero um marco importante na história da nossa comunicação e da minha vida também!

Entrevista Diário de Caratinga - Parte 7

10 anos de charges foram registradas em cinco livros.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sendo Você o Fundador da Casa Ziraldo de Cultura, Qual a Sua Avaliação Deste Espaço Cultural em Caratinga?

Fachada da Casa Ziraldo de Cultura,
fundada em 27 de novembro de 2009.

 - Um divisor de águas. Embora, ainda esteja funcionado, desde sua fundação, com apenas 30% das ações pensadas em sua concepção, a Casa Ziraldo de Cultura vem cumprido o seu papel, impulsionando a vida cultural em nossa cidade e estimulando novos talentos e valores culturais, por meio de atividades artísticas dos mais variados segmentos. 
Outro ponto de destaque é o resgate de nossa história. A Casa Ziraldo de Cultura é palco de homenagens para aqueles que deram sua contribuição, deixando um rico legado para o cenário cultural caratinguense. Já contabilizamos mais de 300 eventos, então, basta imaginar que se não tivéssemos conquistado esta estrutura, muitos deles não poderiam ter sido realizados. 
Muitos artistas queriam realizar alguma atividade e não conseguiam um espaço adequado, outros foram estimulados a colocar pra fora a sua capacidade criativa a partir do momento que passaram a adquirir este respaldo. 
Um espaço democrático, um ideal coletivo. Ali é a casa de todos os artistas e agentes culturais de Caratinga, consagrados ou não; iniciantes e aprendizes de todas as manifestações artísticas, sem nenhum ônus, tanto para quem se apresenta quanto para o público visitante. 
Um espaço privilegiado que possibilita o acesso de todos, o que é, sem dúvida, muito importante. Portanto, a Casa Ziraldo é hoje uma das vertentes que impulsiona a evolução de nossa cidade, não tão somente na parte cultural, mas também no social, no turismo, servindo ainda, de referência para criações de outros espaços, o que é muito salutar. 
Neste ano completamos cinco anos de fundação. Agradeço ao prefeito Marco Antônio por estar à frente deste trabalho novamente, mantendo em mim, a esperança, de que terei todo o apoio necessário para o funcionamento em sua plenitude conceitual, conforme foi idealizado e implementação de várias atração culturais para a nossa cidade.

Entrevista Diário de Caratinga - Parte 8

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Como Surgiu o Salão de Humor de Caratinga?

Salão Internacional de Humor de Caratinga
 O mais importante em Minas. Entre os principais do país.

- Já cartunista profissional, em Brasília, participando de vários salões de humor no Brasil e exterior, idealizei um salão de humor em Caratinga, mesmo sem ter conhecido nenhum pessoalmente. Não tinha a menor ideia da dinâmica deste evento. 
Contudo o nosso salão de humor começou grande, tanto pela quantidade, quanto pela qualidade dos trabalhos recebidos, com inscrições de artistas de 45 países, atraídos pela oportunidade de participar de um salão, justamente na terra onde nasceu Ziraldo, um ícone dos cartunistas, uma das maiores referência do desenho de humor mundial. 
O primeiro salão de humor foi realizado no 150º aniversário de Caratinga, em 1998. Mais tarde, instituí o “Troféu Pererê” para que o evento fosse uma homenagem perene ao Ziraldo, o que ajudou a projetar o nome da nossa cidade, por meio de sua criatividade e pelo talento dos seus traços. 
Pela organização e credibilidade adquirida ao longo de doze edições realizadas, o Salão Internacional de Humor de Caratinga é o principal do nosso estado e está entre os cinco maiores do Brasil.

Entrevista Diário de Caratinga - Parte 9

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Qual é a Importância dos Salões de Humor Para o Chargista?

Exposição no Salão Internacional de Humor de Caratinga

- Ao expor os trabalhos originais dos artistas, o Salão de Humor se transforma num palco, (ou seria picadeiro?..rss), servindo de vitrine para novos talentos, proporcionando a eles a oportunidade conhecer variadas técnicas e estilos de artistas brasileiros e do exterior, além de promover o encontro entre os cartunistas consagrados. 
Abre importantes canais de comunicação aos amantes desta arte e com o público participante, especialmente aos que não tem acesso aos grandes jornais, revistas e livros ou até mesmo aos que não tem o hábito da leitura. 
A resposta do público é enorme, pelo fato do humor ter uma linguagem universal e pelo grande fascínio que a beleza plástica do desenho exerce nas pessoas, criando um apelo a mensagem que cada artista procura passar. 
Durante a realização do evento, a cidade e região se mobilizam para visitar, discutir e refletir sobre os trabalhos expostos. Eles representam a visão de artistas de todas as partes do mundo sobre os mais variados temas, como: meio ambiente, fome, desigualdade social, violência, política, guerra, racismo, entre outros. 
Todas as pessoas que visitam o salão saem de lá tocadas, ninguém fica indiferente, o que torna ainda mais gratificante a realização de um evento desta natureza. 
Uma forma de fomentar a cultura, levando às pessoas informação, consciência social e diversão por meio do entretenimento, estimulando também, o contato entre autores, público e afins.

Entrevista Diário de Caratinga / Parte 10

Grandes nomes do cartum mineiro recebem as boas vindas

Apresentação da corporação musical Banda Santa Cecília

O Salão de Humor sempre recebe um grande público.

Que ficam fascinados com os desenhos expostos

Tenda montada na praça central da cidade de Caratinga

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Premiado no IV Salão de Humor de Juiz de Fora, Depois ter Ficado Afastado por um Tempo dos Salões.

Segundo lugar no IV Salão de Humor de Juiz de Fora

Conte-nos um pouco sobre isso? 

- Aos 18 anos tive um cartum selecionado no Salão de Humor de Piracicaba. Em seguida, quando me profissionalizei fui selecionado em vários salões e passar por este crivo sinaliza que você tem potencial. 
Mais tarde vieram algumas premiações em Brasília, no Rio, no Piauí e inclusive no exterior (Argentina e França). 
Depois, fiquei muitos anos sem participar, envolvido com tantos outros projetos profissionais e de vida. 
Em 2012, ensaiei um retorno e enviei trabalhos para dois salões. Fiquei em 2º lugar em Juiz de Fora e emplaquei dois cartuns num concorridíssimo, em Brasília. Deu pra animar, mas infelizmente, até hoje não voltei a participar de nenhum outro, a não ser como convidado, jurado, ministrando oficinas ou lançando livros.
Acho interessante participar e quero tentar uma outra retomada neste ano.

Entrevista Diário de Caratinga / Parte 10

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Qual é o Grande Problema que o Chargista Enfrenta?

Charge publicada no Diário de Caratinga

- Financeiro....(risos). Por enfrentar um mercado de trabalho muito restrito que basicamente se restringe às páginas editorias dos jornais. Quando um chargista assume este espaço geralmente ele o ocupa por décadas, impossibilitando uma oportunidade a um outro artista.Isto nos grandes centros, imagina nos jornais do interior?
Morei em Brasíla no fim da década de oitenta até a final de noventa. De lá pra cá, pode se contar nos dedos os chargistas que atuaram nesta a´rea nos dois diários da cidade: Gougon e Lane (Jornal de Brasília); Lopes, Kácio e atualmente Cícero (Correio Braziliense).
Para aproveitar o gancho da pergunta vou complementar minha resposta com uma revelação. Pode parecer estranho, mas a atividade que menos exerci ao longo desta minha trajetória foi a de desenhar. Deus me deu o dom, tenho a mão boa, mas acho que poderia desenvolver mais o talento e obter mais sucesso como cartunista, se me dedicasse mais a arte de desenhar. 
Ao contrário dos artistas que vivem exclusivamente de seus traços e que entram numa redação, agência ou em seu próprio estúdio e passam ali oito horas ou mais, apenas criando, desenhando e pintando, eu segmentei minha profissão diagramando, editando, criando logomarcas, sendo dono de loja de roupas infantil, de gráfica, produzindo catálogo telefônico, vendendo brindes, fazendo propaganda e, na minha agitação cultural, fundei blocos de carnaval, promovi mais um tanto de eventos, e foram muitos anos de luta e horas de sono perdidos para realizar doze salões de humor e criar a Casa Ziraldo de Cultura. 
Nesta miscelânea, para poder unir uma atividade às outras, não me sobrava muito tempo para me dedicar à prancheta e sempre fiz as charges a toque de caixa, sem muitas elucubrações, com desenhos toscos e sem burilar as ideias.

Entrevista Diário de Caratinga - Parte 11

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pra Quem Você Daria Destaque no Cenário Nacional de Cartuns?

Ziraldo, Maurício de Souza, Angeli, Laerte e Dálcio Machado

- Além do Ziraldo, é claro, destaco o Maurício de Souza, pela representatividade de sua obra no mercado editorial de quadrinhos. Hoje, pelo contato que tenho com praticamente todos os artistas desta área no país e pelo conhecimento que tenho do grande talento de todos eles, formaria uma fantástica seleção com feras das antigas e atual geração que faço representar aqui, pelos geniais e meus ídolos: Angeli, Laerte e Dálcio Machado. 

Tem algum tipo de piada que você não faz de jeito nenhum? 
- Sim, inúmeras. 

Atualmente, existe algum tipo de censura? 
- O tempo todo e maquiada de várias formas. O Brasil vive uma “falsa liberdade” e, não por acaso, sempre nos deparamos com um tipo de censura e, quando isso acontece, a charge é um dos primeiros alvos. Pela sua facilidade de entendimento e apelo visual, a charge consegue um alcance, ás vezes, maior que uma matéria, por isso ela é temida.

Entrevista Diário de Caratinga / Partes 12, 13 e 14

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sua exoneração da Casa Ziraldo de Cultura em 2012 rendeu charges de seus amigos cartunistas.

Samuca / PE 

Como foi ver a inversão de papéis, com você sendo o “personagem principal” das charges? 

- A charge é uma sátira, ou seja, uma maneira de criticar ou se opor aos acontecimentos ou pessoas. A minha exoneração aconteceu de forma desrespeitosa, diria até, covarde! Faltaram, com o respeito não somente a mim, mas, sobretudo ao trabalho ali realizado; o que a Casa Ziraldo de Cultura representa pra nossa comunidade e ao homenageado, que dá ao nome aquele espaço. 
Um ato sem razão de ser, movido por interesses meramente políticos. Porém, o fato instigou a revolta de cartunistas brasileiros e do exterior, que assim como eu e meus conterrâneos, ficaram perplexos com a notícia. 
Iniciou-se assim, um manifesto a favor da cultura e do trabalho realizado por mim frente a Casa de Cultura Ziraldo, através de charges de cartunistas (aos quais sou muito grato) convocados pela Associação de Cartunistas do Brasil, capitaneado pelo cartunista Jal. A indignação se espalhou e foi reproduzida em sites e publicações em vários países. Isso amenizou um pouco a minha decepção e tristeza. 
Então, ao contrário de outros “personagens” abordados em charges por ações desabonadoras, me senti confortado, recebendo tantas manifestações de apoio. Vale recordar que contei também com o carinho dos caratinguenses, tanto nas redes sociais, telefonemas como nas ruas quando me abraçavam e me davam palavras de apoio. 

Entrevista Diário de Caratinga - Parte 15

Bira Dantas - Campinas / SP

Iéio - São Carlos do Pinhal / SP

Jal / São Paulo

Manga / São Paulo

Milton - São Paulo

Samuel Bono / São Paulo

Siqueira / São Paulo

Verde / São Paulo

Vinícius Ferraz / São Paulo

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Mas Sua Atividade não se Resume a Charge. Sua Atividade Cultural em Nossa Cidade é Intensa.



Oficinas e palestras em Caratinga e região.

- Verdade. Tenho no currículo um leque de realizações. Sempre tive muita iniciativa para promover coisas novas. 
Ainda bem garoto, eu montava um circo no quintal de casa e organizava campeonatos de futebol. 
Aos 17 anos, realizei cinco campeonatos de futebol de botão com regras e mesas oficiais, além da edição de um jornalzinho com as notícias das partidas.
Fui editor fundador do Jornal “A Semana” e da revistinha infantil “O Pimpolho”. 
Participei ativamente da efervescência dos nossos carnavais na década de 80 como carnavalesco, compositor e mestre-sala do bloco “Doidim Paquerê” e com a “Banda Alô Mamãe”. 
De lá pra cá, foram centenas de trabalhos. Atualmente, conciliando com as que ações que promovo na Casa Ziraldo de Cultura, faço outras independentes, como o “I Encontro de Carros Antigos de Caratinga”, realizado com muito sucesso recentemente.
Somam se aqui, publicações na mídia nacional, as minhas andanças Brasil afora com meus trabalhos, oficinas, palestras, exposições e livros. 

Entrevista Diário de Caratinga - Pergunta 14

Encontro de Carros Antigos de Caratinga

Participação ativa no carnaval caratinguense

Criação da Casa Ziraldo de Cultura

Realização do Salão Internacional de Humor de Caratinga

Edição e publicação de vários livros, revistas e jornais

Exposições e lançamentos de livros

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Que o Edra Ainda Quer Realizar Daqui pra Frente?

Ilustração extraída da "Cartilha do Eleitor"

- A gente sempre pode realizar mais! Tenho muitos planos para o futuro. É uma pena que a cultura, a arte, o artista não sejam valorizados em nosso país. 
Não bastasse a falta de incentivo, ainda temos que lidar com muitos obstáculos. É necessário que alguns segmentos de nossa sociedade enxerguem, não só o trabalho realizado até aqui, como também, este personagem que vos fala, com outras lentes. 
O potencial do artista não se restringe a arte. 
Mesmo alcançando sucesso no que me proponho, mesmo com toda credibilidade adquirida ao longo de tantos projetos importantes, certas pessoas insistem em não enxergar o lado empreendedor, a capacidade de gerenciamento, poder de aglutinação e visão. 
Nós, artistas, queremos contribuir, participar das decisões e discussões que interferem na vida de todos. Somos, antes de tudo, cidadãos. Não sou eu, o único a perder com essa visão míope. Perdemos todos! Boa parte das coisas que realizo hoje, estavam em meus planos desde garoto. Eu ficava ansioso para ganhar mais idade para poder colocá-los em prática. 
Hoje lamento que, com um turbilhão de planos ainda na minha mente, o tempo já não esteja mais a meu favor. O desejo de realizar muitos outros projetos que estão no meu velho caderno de anotações, continua. Mas confesso, às vezes, dá vontade de chutar o balde e tomar outro rumo.

Entrevista ao Diário de Caratinga - Pergunta 15

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Você Considera Reconhecido em Sua Cidade?

Homenagem em desfile estudantil no aniversário de Caratinga

- A tendência é que as pessoas deem mais valor aos artistas que moram fora em detrimento ao que optam por ficar na sua terra natal e que geralmente cultuem a máxima de que “santo de casa não faz milagre”. 
Mas me sinto reconhecido em Caratinga sim. O pessoal daqui respeita e admira o meu trabalho, me trata com muito carinho e muito das vezes o que o artista mais quer é este afago. O reconhecimento é o combustível da produção de qualquer artista.

Entrevista "Diário de Caratinga" / Pergunta 16